E se todo mundo fosse Gênio

1. A produção artística iria aumentar
Na década 1970, Brian May estava cursando um doutorado em Astrofísica, analisando as propriedades da poeira interestelar, quando largou os estudos para seguir turnê como guitarrista do Queen. Ele finalmente concluiu seu curso em 2007.
Assim como May, inúmeros gênios acabariam optando pelas artes em vez das ciências. Algo semelhante já acontece hoje em dia, mas pouco sabemos sobre artistas com QI bastante elevado. No Brasil, um exemplo é Chico Buarque de Holanda, ele tem um QI de 172, considerado altíssimo! Mesmo assim, seguiu a carreira artística.

Brian May with Red Special

2. Viveríamos mais tempo
Em 1932, iniciou-se um estudo que mostrou que pessoas de QI elevado vivem mais. Na época, praticamente todas as crianças na faixa dos 11 anos de idade e moradoras de Aberdeen, na Escócia, passaram por testes para avaliar o seu quociente de inteligência. Passados 65 anos, os pesquisadores foram atrás daqueles ex-adolescentes, agora já velhinhos e com 76 anos.
Surpreendentemente, pessoas com pelo menos 15 pontos a mais do que o QI médio, que é de 100, tinham uma chance de sobrevivência 21% acima da maioria da população. Desde então, essas pessoas têm sido monitoradas e, quanto maior o QI, maior a qualidade de vida. As razões para isso ainda permanecem um mistério.
Além disso, se toda a população fosse composta de gênios, a quantidade de pessoas aptas a exercer a medicina seria ainda maior. Elas poderiam encontrar curas para doenças que ainda afetam a população e, assim, teríamos uma idade média muito mais elevada em todo o planeta.

3. O consumo de drogas seria mais comum
O senso comum é de que pessoas inteligentes são menos propensas a usar drogas, mas isso é apenas um mito: apesar dessa qualidade, nem sempre elas são mais racionais. Acredita-se que pessoas com QI mais elevado são mais curiosas em relação a tudo, por isso acabam experimentando as drogas como forma de as entender.
Em abril de 1970, a Universidade de Cardiff, no País de Gales, iniciou um estudo com 8 mil crianças nascidas na mesma semana. A cada 5 anos, elas respondiam um questionário com uma grande variedade de perguntas. Descobriu-se que aquelas com QI elevado na infância tinham o dobro de probabilidade de experimentar drogas antes dos 30 anos. E não falamos apenas de maconha, não: muitas preferem a cocaína e o ecstasy.
Porém, se muito mais pessoas usassem drogas, seria mais provável que elas fossem liberadas. Afinal, custa muito caro manter leis e programas de combate ao tráfico. Os tributos em cima da comercialização desses entorpecentes poderiam render uma grana extra para os governos.

4. O número de doentes mentais aumentaria
Existe uma ligação muito grande entre distúrbios mentais e inteligência: grandes gênios como Nikola Tesla, David Foster Wallace, Howard Hughes e Emily Dickinson sofreram de vários problemas durante a vida. Normalmente, essas pessoas têm níveis de ansiedade acima do normal.
Um estudo da Universidade de Glasgow, na Escócia, mostrou que pessoas com QI elevado também são mais suscetíveis a transtornos como a bipolaridade, por exemplo. Porém, se toda a humanidade fosse genial, seria mais provável termos especialistas em cérebro humano e descobriríamos como tratar ou até sanar vários desses distúrbios mentais.

5. A criminalidade iria diminuir
Pesquisadores encontraram evidências de que os criminosos têm uma inteligência mais baixa se comparada com a de pessoas que não cometem crimes. Acredita-se que isso seja resultado da competição entre os indivíduos, fazendo com que esses foras da lei busquem de artifícios para obter aquilo que não possuem. Por exemplo: é mais fácil, para eles, cometer um estupro do que conquistar alguém.
Entretanto, é claro que pessoas com QI mais elevado também cometem crimes. Só que, normalmente, esses atos são mais planejados e muito mais elaborados do que os cometidos por pessoas com menor quociente de inteligência. Nos tribunais, esses criminosos inteligentes ainda têm um poder de sedução maior para conseguir diminuir suas penas.
Com uma população composta apenas por gênios, a criminalidade “trivial” tenderia a diminuir. E mesmo os crimes mais elaborados seriam mais fáceis de serem solucionados, afinal todo mundo seria esperto o bastante para saber quando estivesse sendo passado para trás.

6. Teríamos menos religiosos
Antes de a polêmica se instaurar, é preciso ficar claro que ser religioso, ou não, não é sinônimo de falta de inteligência. Hoje em dia, muitas pessoas incrivelmente inteligentes seguem alguma religião. Assim, se todo mundo fosse considerado um gênio, a tendência é que menos pessoas se envolvessem com fanatismos religiosos. Muitos cientistas, hoje em dia, dizem que o ateísmo é uma furada, já que não dá para provar que Deus não existe, assim como não dá para provar que existe. Tudo é uma questão de fé. A própria Ciência também trás esse atributo. Pessoas de QI baixo tendem a acreditar em sua própria individualidade, onde não cabe a presença de um Deus.

7. Teríamos menos ódio e injustiça no mundo
Alguns estudos mostram que crianças que tinham um QI abaixo da média eram mais propensas a desenvolver atitudes oportunistas, individualistas, interesseiras e compactuantes com situações ligadas à injustiça na vida adulta. É comum entre esses tipos de indivíduos, logo na adolescência, perceberem suas dificuldades com as responsabilidades da vida, assim, passam a manipular situações e, de tal forma que nesse jogo de interesses, acabam chegando a posições sociais, quase sempre associadas a cargos privilégiados na vida pública – para eles só o céu é o limite. De fato, assumem compromissos que se revelados perderiam sua posição e como sempre chegaram a estes postos sem méritos, passam, também, a ficar reféns de seus provedores, em geral, de forma vitalícia. Por outro lado, devido a sua baixa capacidade ou total inabilidade para criar maneiras inteligentes de resolver problemas, instauram o autoritarismo como prática exercida acima da lei e da ordem. Logo, se toda a população fosse mais inteligente, é provável que esse tipo de problema acabasse diminuindo consideravelmente.  Não teríamos governos Golpistas e nem Juízes comprometidos com seus credores de valores assintóticos à verdade e à justiça.

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