A TEORIA DO DESGOVERNO GERAL

Ainda no ano de 2015 publiquei um texto defendendo a tese de que os países periféricos do Mundo atravessavam por desestabilizações políticas criadas por forças externas.  Essas desestabilizações teriam o apoio de setores conservadores desses países. Mas o objetivo final dessas forças externas não seria colocar esses setores no poder (como já ocorreu no passado). Teriam seus próprios interesses autônomos e isolados. Chamei essa tese de “Teoria do Desgoverno Geral”.

Defendi naquela ocasião a ideia de que um Golpe de Estado ocorreria no Brasil, correspondendo a determinados interesses estrangeiros, em especial os dos EUA. Para mim estava claro que por um momento esses interesses iriam convergir com alguns interesses políticos e econômicos locais (da direita brasileira). Porém, esse golpe externo estaria destinado a se desprender desses interesses locais em algum momento e começaria a operar de maneira autônoma e dissonante. Com isso, teríamos depois de um golpe contra Dilma, uma eventual cassação de Temer e uma perseguição à própria direita. Esse último fato em princípio agradaria a esquerda por razões óbvias… Porém, na prática esses fatos estariam exatamente de acordo com a “política de descarrilhamento” ou, o que chamei de “Teoria do Desgoverno Geral”.

Seguindo essa teoria, o que interessaria ao imperialismo é justamente o desgoverno contínuo. Para que? Simples: para comprar o Brasil a preço baixo. Assim, esse desgoverno contínuo atuaria como uma espécie de terrorismo econômico, fazendo com que as grandes empresas dos países imperialistas pudessem comprar nossas empresas, nossas riquezas naturais e setores inteiros da nossa economia a custo baixo, como uma grande massa falida…

Com a queda de Dilma e a deposição de Temer, teríamos o dólar indo às alturas e as empresas nacionais perdendo valor real e nominal. Um verdadeiro caos econômico… Com isso as grandes corporações norte-americanas conseguiriam, por exemplo, comprar toda a nação a preço de banana. Certa ou errada, os fatos estão ocorrendo exatamente conforme a teoria que desenvolvi há anos atrás.E agora o que interessa é que entramos em um momento decisivo na História desse golpe.

A única forma de garantir a normalidade do Brasil e a nossa soberania política é a mobilização imediata de milhões de brasileiro nas ruas até a deposição de Temer. Depois disso, a luta deve ser pelas DIRETAS JÁ. Esperar que algum tribunal – sob o comando de nossos nobres juízes escravocratas – ou a Rede Globo represente os interesses populares é uma fantasia pueril. Aliás, é bem provável que nesse momento a Rede Globo inclusive incentive a deposição de Temer. Com isso, a ideia de que a Lava-Jato e a Rede Globo façam parte das forças externas que promovem o “Desgoverno Geral” no Brasil, ganha ainda maior força e evidência. Não podemos nos esquecer que SOMENTE a classe trabalhadora pode defender o Brasil dos ataques – externos e internos – que todos nós estamos sofrendo.

A mobilização é urgente e a luta será muito árdua. Caso sejamos derrotados, nos tornaremos em um protetorado econômico dos EUA e dos países da Zona do Euro. Um país vendido, fatiado e com o seu povo escravizado pelas mais perversas forças do capital.

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